Brazilian Olympic athletes and the motherhood: from myth to reality

Main Article Content

Julio Cezar Soares da Silva Fetter
https://orcid.org/0000-0002-8615-6537

Abstract

Throughout history, women have been prohibited from practicing competitive activities in different contexts and times, either because of the social space they could occupy, or arguments related to their biology and body constitution. The woman's body, mainly related to her fertility aspects, regulated to determinants of her social possibilities. Under the mythical bias, the distinct sacred female figures were those who gave the gift of life, the creation of things, often without needing any male figure, putting the issues of motherhood in focus. At a certain time, the practice of physical activity could favor women in what would, or still is, said as their natural function, but always in masculine determinations. Although with the different changes over time, Brazilian Olympic women athletes had occupied these spaces and roles, carrying them with all their burdens, responsibilities and blame, both in the desire or concretization of motherhood, as well as in the express will of not fulfill this imposed role. That said, using biographical narratives, this article aims to discuss the issues of motherhood that involve sport and, especially, Brazilian Olympic athletes.

Article Details

Section
Original Article

References

1 Glenn EN, Chang G, Forcey LR. Mothering: Ideology, experience, and agency. London: Routledge; 2016.
2 Rubio K. A cordialidade feminina no esporte brasileiro. As Mulheres e o esporte olímpico brasileiro. 2011.
3 Devide FP. Gênero e mulheres no esporte: história das mulheres nos jogos olímpicos modernos. Porto Alegre: Editora Unijuí; 2005.
4 Collins PH. Shifting the center: race, class, and feminist theorizing about motherhood. In: Mothering. London: Routledge; 2016. p. 45-65.
5 Miller T, Tina M. Making sense of motherhood: A narrative approach. Cambridge: University Press; 2005.
6 Freyre G. Casa-Grande & Senzala. São Paulo: Editora Global; 2006.
7 Goellner SV. Mulher e esporte no Brasil: entre incentivos e interdições elas fazem história. Pensar a prática. 2005; 8(1): 85-100.
8 Ribeiro D. Lugar de fala. São Paulo: Pólen Produção Editorial LTDA; 2019
9 Rubio K. Biographical narratives of Olympic Athletes: an access road to identity and Brazilian sports imagery. Am Int J Soc Sci. 2015; 4(1):85-90.
10 Rubio K. Identidade heroica e narrativas biográficas: A memória do esporte por atletas olímpicos. Olimpianos-Journal of Olympic Studies. 2019; 3:1-24.
11 Amato JF. Kairós: o momento da partida na história de vida de mulheres olímpicas brasileiras [Mestrado]. Escola de Educação Física e Esporte. São Paulo: Universidade de São Paulo; 2018.
12 Bosi E. O tempo vivo da memória: ensaios de psicologia social. São Paulo: Ateliê editorial; 2003.
13 Rubio K. Memória, esquecimento e meta-história: entre Mnemosine e Lethe. Narrativas biográficas: da busca à construção de um método. São Paulo: Kairós; 2016.
14 Sousa Santos B. O fim do império cognitivo: a afirmação das epistemologias do Sul. São Paulo: Autêntica; 2019.
15 Leeming DA, Adams D. A dictionary of creation myths. Cambridge: Oxford University Press; 1994.
16 Machado R. A Grande Mãe. In: Rubio K, editor. As mulheres e o esporte olímpico brasileiro. São Paulo: Casa do Psicólogo; 2011.
17 Santos MF. Crepusculário: conferências sobre mitohermenêutica & educação em Euskadi. Porto Alegre: Zouk; 2005.
18 Campbell J, de Lima Dantas H. As transformações do mito através do tempo. São Paulo: Cultrix; 1990.
19 Leeming DA. Creation myths of the world: An encyclopedia. Santa Barbara (CA): Abc-clio; 2010.
20 Campbell J. O herói de mil faces. São Paulo: Pensamento; 1989.
21 Gaventa BR. Mary: Glimpses of the Mother of Jesus. Colúmbia (USA): Univ of South Carolina Press; 1995.
22 Iwashita P. Maria e Iemanjá. Perspectiva Teológica. 1989; 21(55): 317-331.
23 Miranda EO, Silva HM, Costa-Junior CD, Castro-Junior LV. Símbolos do povo de santo na festa de Iemanjá: uma análise interdisciplinar entre a geografia cultural, fotografia e memória. Africanias. com–Revista Científica Digital. 2014: 5:1-16.
24 Campbell J, Fischer C. As máscaras de Deus: mitologia primitiva. São Paulo: Palas Athena; 2005.
25 Leroi-Gourhan A. Préhistorie de l'art occidental. Ed. dárt Lucien Mazenod; 1965.
Stearns PN. História das Relações de Gênero. São Paulo: Contexto. 2007.
26 Albornoz S. As mulheres e a mudança nos costumes. Porto Alegre: Movimento 2008.
27 Braidotti R. Nomadic subjects: Embodiment and sexual difference in contemporary feminist theory. Nova York: Columbia University Press; 1994.
28 Holanda SB, Eulálio A, Ribeiro LG. Raízes do brasil. São Paulo: Companhia das Letras; 2014.
29 Rubio K. As mulheres e as práticas corporais em clubes da cidade de São Paulo do início do século XX. Revista portuguesa de ciências do desporto. 2009;9(2-3):195-202.
30 Decreto-lei nº 3.199, de 14 de abril de 1941. Bases para a organização do esporte no Brasil (citado 20 jul 2020). Disponível em https://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-3199-14-abril-1941-413238-publicacaooriginal-1-pe.html
31 Rosina D. As mulheres brasileiras nos Jogos Olímpicos de 1968 no México. Olimpianos-Journal of Olympic Studies. 2017; 1(2): 172-86.
32 Rubio K. Jogos Olímpicos da Era Moderna: uma proposta de periodização. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte. 2010; 24(1): 55-68.
33 Consolidação das leis do trabalho: CLT e normas correlatas. Brasília: Coordenação de Edições Técnicas; 2017.
34 Fetter JC, Silva EM. A atleta, o técnico. O atleta, a técnica. In: Rubio K, editor. As mulheres e o esporte olímpico brasileiro. São Paulo: Casa do Psicólogo; 2007.