Atletas Olímpicos Brasileiros

Foto de exibição
VANDERLEI CORDEIRO DE LIMA
Nasceu em Cruzeiro do Oeste (PR), em 4 de julho de 1969, filho caçula de uma família de trabalhadores rurais com sete irmãos. Menino franzino, mas cheio de energia, experimentou, nas aulas de Educação Física, os prazeres do esporte. Estimulado a correr para jogar futebol, handebol e voleibol, foi convidado a representar a escola nos jogos escolares de sua região, quando estava na 6a série. Essa habilidade foi reforçada pelo fato de se deslocar para o trabalho correndo, enquanto os demais trabalhadores preferiam usar o caminhão ou o trator para fazer o trajeto. Aos 16 anos, participou da prova dos 8.000 metros dos Jogos Escolares e ficou em 24º lugar. Ainda na condição de juvenil, começou a se destacar nas corridas da categoria adulta. Em 1988, ganhou várias corridas da região de Maringá, o que chamou a atenção do secretário de Esportes. Passou a representar a cidade nos Jogos Regionais e nos Jogos Abertos. Ainda sem se dedicar a uma prova específica, corria todas as provas de fundo. Em 1988, foi para São Paulo a convite da Eletropaulo, onde efetivamente começou sua carreira como atleta profissional. Em 1990, recém-casado, mudou-se para a equipe Funilense, em Cosmópolis (SP) e, em 1992, correu a São Silvestre, conseguindo a 4ª colocação. O resultado na São Silvestre abriu muitas portas para outras provas internacionais como a Meia Maratona de Tóquio, prova em que obteve o 3º lugar. Em 1994, era o primeiro atleta do ranking brasileiro da maratona. Foi aos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, mas, em função de bolhas no pé, chegou na 47ª posição. Em 1999, ganhou a maratona dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg. Em 2000, poucas semanas antes dos Jogos Olímpicos de Sidney, lesionou o pé durante os treinos, o que o impediu, mais uma vez, de ter um bom resultado. Nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003, foi novamente medalhista de ouro. Quando chegou aos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, era um dos favoritos ao título. Disparou na primeira colocação e, faltando apenas 6 km para terminar a prova, foi abordado por um sujeito que o agarrou e quase o derrubou. Ainda assim, conseguiu chegar em 3º lugar, conquistando a medalha de bronze e celebrando a situação como se fosse o campeão. A nobreza de seu gesto lhe rendeu a medalha Pierre de Coubertin", condecoração concedida àqueles que, efetivamente, representam o espírito olímpico. Fez sua transição de carreira pouco antes dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Abandonou as pistas e as ruas como corredor, mas levou sua história e experiência para projetos sociais que usam o atletismo para formar cidadãos e atletas. É dono de uma transportadora em Maringá (PR)."

Representou o Brasil nos Jogos de:


1996 Atlanta Atletismo
2000 Sydney Atletismo
2004 Atenas Atletismo