Atletas Olímpicos Brasileiros

Foto de exibição
BEBETO DE FREITAS
Paulo Roberto de Freitas nasceu em 16 de janeiro de 1950, no Rio de Janeiro. Por influência familiar, esteve sempre ligado ao Botafogo. É sobrinho de João Saldanha e de Heleno de Freitas. Começou suas atividades esportivas praticando basquete, chegando a campeão carioca em 1962/63. Aos 12 anos, começou a jogar voleibol na praia, no colégio, e depois passou a jogar no clube. Abandonou efetivamente o basquete, quando foi chamado para a seleção carioca de vôlei. Foi campeão brasileiro infantil, em 1965, e campeão brasileiro de voleibol pelo Botafogo por cinco vezes. Foi, também, campeão carioca por 11 vezes. Foi convocado para a seleção brasileira em 1968. Viajou para os Jogos de Munique, em 1972, para atuar como levantador, porém uma crise de apendicite o fez ser operado na Alemanha, o que impediu sua participação na competição. Conquistou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Cali, em 1971, e a de prata nos Jogos Pan-Americanos do México, em 1975. Aos 23 anos, Bebeto já era formado em Educação Física, trabalhava como técnico e atuava como atleta. Foi aos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976, e observou a diferença técnica entre as seleções que treinavam regularmente e as que ainda viviam de forma amadora. Por essa razão, decidiu ir para os EUA estudar e jogar voleibol. Lá, fez vários cursos de gestão, treinamento esportivo e fisiologia do exercício. Esse conhecimento o capacitou a exercer diferentes posições no esporte brasileiro. Por ter atuado como jogador nos EUA, não pôde mais jogar pela seleção brasileira. Em 1980, foi chamado para ser o técnico da seleção brasileira masculina de voleibol, na qual implantou uma nova filosofia de trabalho, o que coincidiu com o início do processo de profissionalização do vôlei brasileiro. Foi com esse trabalho que a seleção brasileira masculina conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. Após retornar dos Jogos, permaneceu como técnico da equipe e participou do projeto de profissionalização do esporte olímpico, liderado pela Companhia de Seguros Atlântica Boavista. Passou a administrar esse projeto, que incluía: basquetebol; voleibol; natação; atletismo; tênis e futebol de salão. Foi convidado a comandar a seleção que participou dos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Faltando apenas 35 dias para a competição, após a dispensa do técnico coreano Young Wan Sohn, terminou a competição de 1988 em 4º lugar. Permaneceu no Brasil e à frente da seleção até as vésperas dos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, quando desentendimentos com dirigentes do esporte brasileiro levaram-no a aceitar um convite para trabalhar na Itália. Em 1996, voltou ao Brasil para trabalhar na equipe Olympikus, sagrando-se campeão brasileiro. A passagem pela Itália lhe rendeu o convite para ser o técnico da seleção italiana de voleibol, que venceu sob seu comando a Liga Mundial, o Campeonato Europeu e o Campeonato Mundial no biênio 1997/98. Em 1999, voltou para o Brasil e assumiu o papel de diretor executivo do Clube Atlético Mineiro. Trabalhou na administração, organizando o centro de treinamento e no gerenciamento de marketing. Foi presidente do Botafogo entre 2003 e 2008.

Representou o Brasil nos Jogos de:


1972 Munique Vôlei
1976 Montreal Vôlei